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Levantamento de Seio Maxilar: Quando é Necessário Antes do Implante

Recebeu a indicação de levantamento de seio maxilar antes do implante? Entenda o que é, por que é necessário, as técnicas (aberta e fechada), o tempo de recuperação e o que esperar do procedimento.

Levantamento de Seio Maxilar: Quando é Necessário Antes do Implante

Aviso Importante: Este artigo tem caráter educativo e informativo. As condutas descritas são gerais e não substituem a avaliação individualizada com o cirurgião-dentista, que depende de exames de imagem e do histórico de cada paciente. A odontologia é uma ciência biológica: o planejamento e o resultado dependem das condições anatômicas e da resposta individual de cada pessoa.

"Preciso levantar o seio antes de colocar o implante?"

O levantamento de seio maxilar é um enxerto ósseo feito na região posterior superior da boca, onde a proximidade com o seio maxilar (cavidade do nariz) deixa pouco osso para o implante. O procedimento eleva a membrana do seio e preenche o espaço com material de enxerto, criando a altura óssea necessária para fixar o implante com segurança. É uma técnica consolidada e previsível, que viabiliza implantes em pacientes que perderam molares superiores há muito tempo e sofreram reabsorção óssea.

Essa é uma das frases que mais gera dúvida — e um certo receio — na consulta de planejamento de implantes dentários. Quando o dentista explica que, antes de instalar o implante na região dos dentes de trás da arcada superior, será necessário um levantamento de seio maxilar, é comum o paciente imaginar um procedimento assustador ou se perguntar por que um tratamento no dente envolve o "seio".

A boa notícia é que o levantamento de seio maxilar é um procedimento consolidado, previsível e realizado há décadas na odontologia. Ele existe justamente para viabilizar o implante em uma região onde, naturalmente, o osso costuma ser insuficiente. Entender por que ele é indicado, como é feito e o que esperar da recuperação ajuda a encarar o tratamento com tranquilidade e a tomar uma decisão informada.

Este artigo explica, em linguagem acessível, o que é o seio maxilar, por que ele interfere na colocação de implantes na região posterior superior, quais são as técnicas disponíveis e o que esperar em cada etapa.

O que é o seio maxilar

O seio maxilar é uma cavidade natural, cheia de ar, localizada dentro do osso da maxila (o osso da arcada superior), acima das raízes dos dentes posteriores — pré-molares e molares de cima. Todo ser humano tem dois seios maxilares, um de cada lado do nariz, e eles fazem parte dos chamados seios paranasais, estruturas que participam da respiração, do aquecimento do ar inspirado e da ressonância da voz.

Do ponto de vista odontológico, o que importa é a posição dessa cavidade: ela fica exatamente na região onde, muitas vezes, é preciso instalar um implante para repor um molar ou pré-molar superior perdido. Entre o assoalho do seio maxilar e a crista óssea onde o implante seria colocado existe uma quantidade de osso que varia de pessoa para pessoa — e é essa altura óssea disponível que determina se o levantamento de seio será ou não necessário.

Por que o seio maxilar interfere na colocação do implante

Para que um implante dentário tenha estabilidade e se integre ao osso (processo chamado de osseointegração), ele precisa estar ancorado em uma quantidade adequada de osso. Na região posterior da maxila, dois fatores costumam reduzir esse volume ósseo disponível:

Pneumatização do seio maxilar

Com o passar dos anos — e especialmente após a perda de um dente —, o seio maxilar tende a se expandir em direção ao rebordo, ocupando o espaço que antes era osso. Esse fenômeno natural é chamado de pneumatização. Quanto mais tempo o dente permanece ausente, maior tende a ser essa expansão, e menor fica a altura óssea disponível para o implante.

Reabsorção óssea após a perda do dente

Além da pneumatização, o osso que sustentava o dente perdido sofre reabsorção progressiva — ele diminui em altura e espessura ao longo do tempo, na ausência do estímulo que a raiz do dente proporcionava. A combinação da reabsorção da crista óssea com a expansão do seio pode deixar uma faixa de osso fina demais para receber o implante com segurança.

Em resumo: quando a distância entre o topo do rebordo ósseo e o assoalho do seio maxilar é insuficiente para acomodar o implante, o levantamento de seio cria o volume ósseo necessário — elevando cuidadosamente a membrana que reveste o seio e preenchendo o espaço com biomaterial.

Como o levantamento de seio maxilar é feito

O objetivo do procedimento é ganhar altura óssea na região posterior da maxila. Para isso, o cirurgião eleva delicadamente a membrana de Schneider — o fino tecido que reveste internamente o seio maxilar — e preenche o espaço criado com um biomaterial de enxerto ósseo, que servirá de arcabouço para a formação de osso novo.

Existem duas técnicas principais, e a escolha depende da quantidade de osso disponível e do planejamento de cada caso.

Técnica da janela lateral (levantamento aberto)

Indicada quando a altura óssea é bastante reduzida e há necessidade de ganho ósseo significativo. O acesso ao seio é feito por uma pequena abertura na parede lateral da maxila. Por essa janela, o cirurgião eleva a membrana e insere o biomaterial no espaço criado.

Em alguns casos, o implante é instalado na mesma cirurgia (quando ainda há osso suficiente para estabilizá-lo); em outros, aguarda-se a formação óssea antes de instalar o implante em um segundo tempo cirúrgico. Essa decisão é individual e definida a partir dos exames de imagem.

Técnica de Summers (levantamento fechado ou transalveolar)

Indicada quando há uma altura óssea moderada e o ganho necessário é menor. O acesso é feito pelo próprio local onde o implante será instalado, sem a janela lateral. Com instrumentos específicos, o cirurgião eleva o assoalho do seio de forma controlada e insere o biomaterial. É uma técnica menos invasiva e frequentemente permite a instalação do implante na mesma cirurgia.

A definição de qual técnica utilizar — e se o implante será colocado no mesmo momento ou depois — depende diretamente da tomografia computadorizada, exame que mostra em detalhes a altura óssea, o formato do seio e a espessura da membrana.

A importância da tomografia no planejamento

Nenhum levantamento de seio maxilar é planejado apenas com radiografias comuns. O exame essencial é a tomografia computadorizada de feixe cônico (Cone Beam), que fornece uma imagem tridimensional da região.

A tomografia permite ao cirurgião avaliar:

  • A altura óssea real entre o rebordo e o assoalho do seio.
  • O formato e o volume do seio maxilar.
  • A espessura da membrana e a presença de espessamento ou alterações.
  • A existência de septos (divisões ósseas dentro do seio) que exigem cuidado técnico.
  • A relação com estruturas vizinhas.

Atenção: a presença de sinusite ativa, pólipos ou outras alterações no seio maxilar pode contraindicar ou adiar o procedimento. Por isso, a avaliação por imagem é indispensável antes de qualquer planejamento cirúrgico.

Recuperação e pós-operatório

O levantamento de seio maxilar é um procedimento realizado com anestesia local, em ambiente ambulatorial, e o pós-operatório costuma ser mais tranquilo do que a maioria dos pacientes imagina. Ainda assim, alguns cuidados são importantes para o sucesso do enxerto e a preservação da membrana elevada.

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O que é esperado nos primeiros dias

  • Inchaço na região da face, que atinge o pico entre o segundo e o terceiro dia e depois regride.
  • Pequenos hematomas (manchas roxas) na bochecha, que podem aparecer e desaparecem com o tempo.
  • Desconforto leve a moderado, geralmente controlado com a medicação prescrita.

Cuidados que protegem o enxerto

Como o espaço preenchido se comunica com o seio maxilar, algumas orientações visam evitar variações de pressão que poderiam deslocar o biomaterial ou lesar a membrana elevada:

  • Não assoar o nariz com força durante o período orientado pelo cirurgião.
  • Ao espirrar, manter a boca aberta para não gerar pressão no seio.
  • Evitar canudos, instrumentos de sopro e mergulho.
  • Não fumar — o cigarro compromete a cicatrização e a integração do enxerto.
  • Seguir rigorosamente a prescrição de medicamentos e as orientações de higiene.

O tempo de maturação do enxerto — necessário para que o osso novo se forme e o implante possa ser instalado ou receba carga — varia conforme o caso, mas costuma ser contado em meses. O cirurgião acompanha essa evolução com novos exames de imagem antes de avançar para a etapa seguinte.

Levantamento de seio dói? É um procedimento perigoso?

Realizado com anestesia local por um profissional habilitado, o levantamento de seio maxilar não causa dor durante o procedimento. No pós-operatório, o desconforto é geralmente descrito como moderado e bem controlado com a medicação. É um procedimento seguro e previsível quando bem planejado por tomografia e executado com técnica adequada.

Como toda cirurgia, existem riscos possíveis — o mais comum é a perfuração da membrana de Schneider, que na maioria das vezes é manejada no mesmo ato cirúrgico sem prejuízo ao resultado. O planejamento cuidadoso e a experiência do cirurgião reduzem significativamente a probabilidade de intercorrências.

Existe alternativa ao levantamento de seio?

Em alguns casos, sim — e a alternativa depende da anatomia individual. Quando há altura óssea limítrofe, o cirurgião pode optar por implantes mais curtos, ou por posicionamentos e angulações específicas que aproveitam o osso disponível sem invadir o seio. Em situações de reabilitação total, técnicas como implantes zigomáticos ou protocolos com angulação específica podem, em casos selecionados, dispensar o enxerto de seio.

A definição da melhor estratégia — levantamento de seio, implante curto ou outra abordagem — é individual e depende do que a tomografia revela e dos objetivos do tratamento. Não existe resposta única: existe o plano mais adequado para cada paciente.

Perguntas Frequentes

O levantamento de seio maxilar e o implante são feitos no mesmo dia?

Depende da altura óssea disponível. Quando ainda há osso suficiente para estabilizar o implante, o levantamento e a instalação podem ser feitos na mesma cirurgia. Quando a altura é muito reduzida, faz-se primeiro o enxerto e, após o período de maturação óssea (contado em meses), o implante é instalado em um segundo momento. A decisão é definida pela tomografia.

Quanto tempo demora para poder colocar o implante depois do enxerto?

O tempo de maturação do enxerto varia conforme o caso e o tipo de biomaterial utilizado, sendo geralmente contado em meses. O cirurgião acompanha a formação óssea com exames de imagem e define o momento adequado para instalar o implante ou aplicar a carga.

Levantamento de seio maxilar tem relação com sinusite?

O procedimento é feito no seio maxilar, mas não causa sinusite quando bem planejado e executado. Pelo contrário: a presença de sinusite ativa é uma condição que precisa ser tratada e resolvida antes do procedimento. Por isso a avaliação por tomografia é indispensável — ela identifica alterações no seio que precisam ser observadas antes da cirurgia.

O enxerto usado é osso do próprio paciente?

Existem diferentes tipos de biomateriais de enxerto — de origem sintética, bovina ou do próprio paciente, entre outros. A escolha depende do caso e é definida pelo cirurgião. Muitos casos utilizam biomateriais que dispensam a retirada de osso de outra região, o que simplifica o procedimento.

Fumantes podem fazer levantamento de seio?

O cigarro compromete a cicatrização e a integração do enxerto, aumentando o risco de insucesso. O ideal é interromper o hábito no período peri-operatório. A conduta é avaliada individualmente pelo cirurgião, que orientará sobre os cuidados necessários.

Levantamento de seio maxilar e implantes na Clínica Mariela Baltazar

A Clínica Mariela Baltazar, no Tatuapé em São Paulo, realiza o planejamento e a execução de reabilitações com implantes dentários, incluindo os casos que exigem procedimentos prévios de ganho ósseo, como o levantamento de seio maxilar e os enxertos.

Todo o planejamento é feito a partir de tomografia computadorizada, que permite avaliar com precisão a altura óssea, o formato do seio e a estratégia cirúrgica mais adequada para cada paciente. Os procedimentos cirúrgicos são conduzidos pela equipe, que inclui profissionais com formação em cirurgia e implantodontia — conheça a equipe da clínica e a estrutura do consultório.

Quando a reabilitação envolve etapas como o levantamento de seio, cada fase é explicada ao paciente, com orientação sobre prazos, cuidados e o que esperar da recuperação.

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Referências Científicas

  1. Boyne PJ, James RA. "Grafting of the maxillary sinus floor with autogenous marrow and bone." Journal of Oral Surgery, 1980.
  2. Summers RB. "A new concept in maxillary implant surgery: the osteotome technique." Compendium of Continuing Education in Dentistry, 1994.
  3. Pjetursson BE, et al. "A systematic review of the success of sinus floor elevation and survival of implants inserted in combination with sinus floor elevation." Journal of Clinical Periodontology, 2008.
  4. Wallace SS, Froum SJ. "Effect of maxillary sinus augmentation on the survival of endosseous dental implants: a systematic review." Annals of Periodontology, 2003.
  5. Conselho Federal de Odontologia (CFO). Consolidação das Normas para Procedimentos nos Conselhos de Odontologia.
Dra. Mariela Baltazar

Responsável Técnica: Dra. Mariela Baltazar

CRO-SP 151.127 · Especialista em Implantodontia e Periodontia, focada em reabilitação oral e estética de alto padrão.

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